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Médicos estão pedindo exames de imagem desnecessários, aumentando os custos dos sistemas de saúde e expondo os pacientes a quantidades excessivas de radiação, diz estudo publicado no periódico “Radiology”.
Um levantamento feito em 2009 pelo conselho americano de proteção e medição de radiação mostrou que, naquele país, as pessoas recebem sete vezes mais radiação em exames do que em 1980. O autor da pesquisa, William R. Hendee, da Escola de Medicina de Wisconsin (EUA), diz que parte do problema são médicos que solicitam exames em laboratórios dos quais eles mesmos são proprietários. Outros pedem testes para se proteger contra possíveis processos. Em alguns casos, falta informação. “Com frequência, os médicos não sabem os critérios para pedir os testes.” O autor também critica a falta de comunicação entre os clínicos e os radiologistas. |
| Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP |
ESTUDO ALERTA PARA EXCESSOS DE EXAMES DE IMAGEM • 2 de setembro de 2010
SABOROSOS PERIGOS • 27 de agosto de 2010
| Gordura trans, vegetal ou hidrogenada, espessantes, acidulantes, ácido cítrico, ciclamato de sódio, aspartame, conservante anti-mofo. Você sabe o que está colocando no seu prato quando consome produtos industrializados que contêm esse bando de ingredientes e qual a relação deles com sua saúde? A maioria das pessoas, não. Devido à sua praticidade, os industrializados ocupam uma parcela cada vez maior no mercado de alimentos. Afinal, o único trabalho que se tem é de abrir a embalagem e colocá-la, geralmente, no micro-ondas. Definitivamente, os industrializados vieram para ficar, pois representam uma solução para a vida corrida de um mundo cada vez mais globalizado. Mas nem tudo o que vemos é o que verdadeiramente enxergamos.
Esses alimentos podem ser uma verdadeira armadilha para a saúde, causando alergias, doenças cardiovasculares e até câncer quando consumidos demasiadamente, segundo o nutrólogo Ênio Cardillo Vieira, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vice-presidente da Academia Mineira de Medicina. “Para tornar esses alimentos mais vistosos, práticos e duráveis, os fabricantes se valem de algumas dezenas de aditivos químicos. Os mais comuns são os corantes, aromatizantes, conservantes, antioxidantes, estabilizantes e acidulantes. São eles os responsáveis por dar sabor, cheiro e aspecto naturais aos alimentos industrializados, além de maior durabilidade. Os embutidos e os enlatados, ou seja, os alimentos cárneos, que dominam a nossa vida, caso dos hambúrgueres, defumados e salsichas, são os grandes vilões. Eles têm alto índice de nitrito, conservante que pode produzir nitrozanina, substância altamente cancerígena. No Japão, há um índice elevado da doença atribuído ao alto consumo de defumados”, diz o nutrólogo. Além dos alimentos cárneos, outra grande vilã é a gordura vegetal hidrogenada, amplamente conhecida como gordura trans. Ela está presente na maioria dos alimentos, como biscoitos (recheados e waffers) – nestes também encontramos conservantes, antimofos e corantes –, salgadinhos empacotados, batata frita, tortas e bolos prontos, pães doces, pães de forma, sorvete, achocolatados prontos, margarina, requeijão cremoso, pipoca para micro-ondas, temperos prontos, em tabletes ou em pó. “A diferença da margarina para o plástico, inclusive, é de apenas uma molécula”, acrescenta o nutrólogo. COLESTEROL Adotada pela indústria como alternativa à gordura de origem animal , conhecida como saturada, a gordura trans foi considerada, por um tempo, por ser de origem vegetal, pouco ofensiva à saúde. Mas estudos posteriores descobriram que ela é ainda pior que a saturada, pois aumenta o LDL (colesterol ruim) e baixa o HDL (colesterol bom), causando doenças, sobretudo cardiovasculares, como infarto do miocárdio e derrame cerebral, de acordo com Cardillo. “A gordura de origem animal, por seu lado, não diminuiu os níveis de HDL no organismo”, acrescenta. Diante da correria diária, cada vez mais intensificada pelo mundo globalizado, torna-se uma tarefa árdua sabermos o que realmente ingerimos na avaliação da especialista em nutrição Maria Isabel Correia, professora do Departamento de Cirurgia da UFMG. “Se pudéssemos trocar o bolo vistoso daquela confeitaria famosa pelo que fazemos em casa seria o ideal, porque saberíamos o que realmente estamos adicionando e, posteriormente, comendo. Como é difícil, o pontochave é saber o que é bom e o menos ruim, pois na correria do dia a dia vamos comê-lo invariavelmente. A dieta ideal é a mais natural possível, o que é quase impossível na nossa rotina”, pondera. De qualquer forma, é bom reavaliarmos nossos hábitos alimentares, segundo Ênio Cardillo, e, sobretudo, nosso estilo de vida. Se assim for, evitaremos uma série de malefícios à saúde, principalmente o câncer. “Pesquisas do Instituto Nacional do Câncer mostram que o câncer é uma doença de estilo de vida e 30% deles são causados pelos maus hábitos alimentares”, acrescenta Maria Isabel. Então, é bom abrir o olho e ler, tim-tim por tim-tim, os rótulos dos alimentos, segundo Maria Isabel. Eles devem trazer, por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, todas as informações referentes ao conteúdo do alimento, como a quantidade de colesterol, cálcio e ferro e também o dado se o produto apresenta quantidade igual ou superior a 5% da ingestão diária recomendada (IDR) desses itens. INIMIGO OCULTO ALGUNS ADITIVOS E OS EFEITOS COLATERAIS DOS CONSERVANTES ANTIOXIDANTES: São compostos que previnem a deterioração dos alimentos por mecanismos oxidativos. A oxidação envolve a adição de um átomo de oxigênio ou a remoção de um átomo de hidrogênio das moléculas que constituem os alimentos. Os mais usados são o ácido benzoico, nitratos e nitritos. Podem causar alergia, distúrbios gastrointestinais, dermatite, aumento de mutações genéticas, hipersensibilidade, câncer gástrico e do esôfago. CORANTES: Podem ser naturais ou sintéticos. Estes, geralmente em pó ou em grânulos, são tóxicos. Mas como a concentração usada é muito pequena, não chegam a ser preocupantes. Mesmo assim, certos corantes permitidos no Brasil (tal como o Allura) foram proibidos em vários países (como o Canadá), porque podem causar reações alérgicas, convulsões e câncer. ESPESSANTES OU ESTABILIZANTES: A principal função é aumentar a viscosidade do produto final, bem como estabilizar emulsões. A formação e estabilização de espuma em vários produtos também é um efeito desses aditivos. Pode provocar irritação da mucosa intestinal e ação laxante. UMECTANTES: Responsável por manter o alimento úmido e macio. No coco ralado, por exemplo, é adicionada glicerina. Nos marshmallows, adiciona-se monoestearato glicérico. Pode causar distúrbios gastrointestinais e da circulação pulmonar. ACIDULANTES (ÁCIDO ACÉTICO): Aumentam a acidez, ou simplesmente dão ou intensificam o sabor ácido. Pode ajudar na conservação por atenuar o aparecimento de certos micro-organismos ao aumentar o Ph do meio. Aumentam ainda a eficácia de conservadores. Quando usados demasiadamente podem provocar cirrose hepática, descalcificação dos dentes e dos ossos. FLAVORIZANTES: São responsáveis por dar sabor ao produto industrializado característico ao in natura. Pode causar câncer e alergias. GORDURA TRANS: É a gordura vegetal transformada em gordura sólida. Também conhecida como óleo hidrogenado. Usada para dar crocância e consistência aos produtos industrializados. Causa obesidade, câncer de mama e doenças cardivasculares em decorrência do aumento do colesterol ruim e diminuição do colesterol bom. AGENTES ADOÇANTES: Estão presentes em produtos destinados a consumidores que precisam de restrição calórica, portadores de diabetes ou ainda pessoas que têm problemas ao ingerir certos açúcares. Os mais usados na indústria são o aspartame e adoçantes elaborados a partir de ciclamato de sódio e sacarina sódica, que podem provocar câncer, o que ocorreu com estudos em ratos. Por isso, embora vendidos livremente no Brasil, foram proibidos nos EUA, ainda que sem testes em seres humanos. |
| Fonte: ESTADO DE MINAS – MG |
PILATES PARA O CÉREBRO • 20 de agosto de 2010
VOCÊ ESTÁ ESQUECIDO?
Como se chama este filme, no qual a artista que aparece é belíssima?…
Sim, homem! Alta, de cabelos negros, a que trabalhou algumas vezes com
aquele ator maravilhoso que se chama…, que trabalhou numa peça de teatro muito famosa.
Já sabe de quem falo, não?
ASSIM COMEÇAMOS
A partir dos trinta anos, em geral, começamos notar que temos pequenos esquecimentos:
- Como se chama este menino? O conheço muito bem!
- A que horas era o encontro, às 5:00 ou 5:30?
- Isto, como me disseram que funcionava?
- Minhas chaves, onde as deixei?
Em que andar estou estacionado?
Mas nada como quando exclamamos…
Roubaram meu carro! … Sem darmos conta de que saimos por outra porta do centro comercial.
Ainda que estes pequenos esquecimentos não afetem nossa vida,nos causam ansiedade.
Com terror, pensamos que o cérebro começa a converter-se em gelatina e nos preocupa ficar como esta tia idosa, que recorda, com pequenos detalhes, tudo sobre sua infância, mas não pode lembrar-se do que fez ontem ou mesmo esta manhã.
Se isso lhe parece familiar, não se preocupe, tenha esperança!
Existem muitos mitos em que as pessoas, equivocadamente, relacionam a idade com a falta de memória.
Os neurocientistas têm comprovado que:
A perda de memória de curto prazo não se deve à idade ou à morte dos neurônios, que morrem mas se regeneram, senão à redução do número de conexões entre si, dos neurônios ou dentritas (ramos dos neurônios).
Isso sucede por uma simples razão: falta de uso. É muito simples. Assim como se atrofia um músculo sem uso, as dentritas também atrofiam se não se conectam com frequência, e a habilidade do cérebro para receber nova informação se reduz.
É certo, o exercício ajuda muito a alertar a mente; também há vitaminas e remédios que aumentam e fortalecem a memória.
Entretanto, nada como fazer com que nosso cérebro fabrique seu próprio alimento:
As neurotrofinas.
AS NEUROTROFINAS
São moléculas que produzem e secretam as células nervosas e atuam como alimento para manterem-se saudáveis.
Quanto mais ativas estejam as células do cérebro, mais quantidade de neurotrofinas produzem e isto gera mais conexões entre as distintas áreas do cérebro.
QUE PODEMOS FAZER?
O que necessitamos é fazer pilates com os
neurônios:
- esticá-los,
- surpreendê-los,
- sair da sua rotina,
- apresentar-lhes novidades inesperadas e divertidas através das emoções, do olfato, da visão, do tato, do paladar e da audição.
O resultado? O cérebro torna-se mais flexível, mais ágil, e sua capacidade de memória aumenta.
PROVAVELMENTE VOCÊ PENSA
Eu leio, trabalho, faço exercícios e mil coisas, mais durante o dia, assim minha mente deve estar muito estimulada.
A verdade é que a vida da maioria de nós converte-se numa série de rotinas..
Pense num dia ou semana comum e corrente:
Que há de diferente na sua rotina diária?
O caminho para o trabalho, a hora que você come ou regressa à casa, o tempo que passa no carro, o tempo e os programas que você vê na televisão?
AS ATIVIDADES ROTINEIRAS SÃO INCONSCIENTES
Fazem com que o cérebro funcione automaticamente e requeira um mínimo de energia.
As experiências passam pelas mesmas estradas neuronais já formadas.
Não há produção de neurotrofinas.
ALGUNS EXERCíCIOS QUE EXPANDEM SUBSTANCIALMENTE AS DENTRITAS E A PRODUÇÃO DE NEUROTROFINAS:
- TENTE, pelos menos uma vez por semana, tomar uma ducha com os olhos fechados. Só com o tato, localizar as torneiras, ajustar a temperatura da água, pegar o sabonete, o shampoo ou creme de barbear. Você verá como suas mãos notarão texturas que você nunca havia percebido.
- Utilize a mão NÃO dominante. Coma, escreva, abra a pasta, escove os dentes, abra a gaveta com a mão que mais trabalho lhe custe usar.
- Leia em voz alta: distintos circuitos serão ativados, além dos que você usa para ler em silêncio
- Troque suas rotas, passe por diferentes caminhos para ir ao trabalho ou para casa.
- Modifique sua rotina. Faça coisas diferentes. Saia, conheça e fale com pessoas de diferente idades, trabalhos e ideologias. Experimente o inesperado. Use as escadas ao invés do elevador. Saia para o campo, caminhe, ouça-o.
- Troque a localização de algumas coisas. Ao saber onde tudo está, o cérebro já construiu um mapa. Mude, por exemplo, o recipiente de lixo de lugar, e você vai ver o número de vezes que vai atirá-lo no antigo local.
- APRENDA uma habilidade. Qualquer coisa; pode ser fotografia, culinária, yoga, estudar um novo idioma. Se você gosta de quebra-cabeças ou figuras, cubra um olho para perder a percepção de profundidade, de modo que o cérebro tenha que confiar e buscar outras rotas.
- Identifique objetos. Coloque no carro uma xícara com várias moedas diferentes e tateie a mão para que, enquanto esteja parado em um semáforo, com os dedos trate de identificar cada uma.
Por que não abrimos a mente e provamos esses exercicios tão simples que, de acordo com os estudos de Neurobiologia do Duke University Medical Center, ampliam nossa memória?
Com sorte, nunca mais voltaremos a perguntar:
Onde dexei minhas chaves?
Espero que tenham gostado.
E não se esqueçam de passar um dia
FANTÁSTICO
Margarina – uma síntese do mal • 16 de agosto de 2010
A margarina é um produto muito didático quando queremos avaliar de que forma o poder da indústria e da mídia ligada à ciência médica consegue fazer de um produto praticamente não alimentar algo que lota as prateleiras dos supermercados e ainda consegue se fazer passar como elemento de incremento à saúde por proteger o coração, baixar taxas do mal falado colesterol (um elemento corporal incrivelmente demonizado, pois sua demonização atende ao capitalismo científico) e outras benesses.
Em primeiro lugar deve ficar claro que a invenção da margarina, não se deve a preocupação de encontrar um substituto mais saudável que a multissecular manteiga. Sua criação data de meados do século XIX (1869), época em que a discussão alimentar estava longe da vigília científica. Sua inspiração não poderia ser mais pragmática: encontrar um substituto mais barato que a manteiga, visto que o gestor deste desafio, Napoleão III lidava com grave crise econômica em suas fronteiras. Seu nome “margarités”(grego) significa cor pérola, e sua origem é do reino animal – uma mistura comprimida de gordura do sebo de vaca, leite desnatado, partes menos nobres do porco e da vaca e bicarbonato de soda. (Como se sabe a manteiga é nada mais do que leite e sal – super artificial, não?). Em 1890, uma empresa americana começou a vendê-la em pacotes, embora uma família holandesa tenha sido a primeira fabricante para a Europa.
Os componentes da margarina tem se modificado com o passar do tempo, mas foi principalmente após a sedimentação da indústria química alimentar, que iniciou uma guerra santa contra a gordura saturada e os produtos de origem animal, que a margarina ganhou a composição mais próxima da atual, baseando-se em extratos oleoginosos vegetais. Seu processo atual inclui o uso de solventes de petróleo (geralmente o hexano, que é bem barato), ácido fosfórico, soda, que resulta numa substância marrom e mal cheirosa, que sofre novo tratamento com ácidos clorídrico ou sulfúrico, altas temperaturas e catalisação com níquel, que deixa o produto parcialmente hidrogenado. Resta então um produto de ótimo prazo de conservação, com textura firme mesmo a temperatura ambiente, que não rança, não pega fungos, não é atacado por insetos ou roedores. Enfim é um não-alimento.
O processo todo acaba por formar uma substância rica em um tipo particular de gordura chamado “trans”, insólita na natureza e de efeitos nocivos para o homem, além disto, como é de conhecimento público, o principal predicado da margarina é ser rica em óleos poliinsaturados, que hoje, já se sabe, contribuem para um grande número de doenças.
O Estado de São Paulo, já noticiou em 14/11/99, que a gordura da margarina causaria mais danos à saúde que a gordura saturada (segundo o FDA, órgão americano de fiscalização de alimentos e remédios). Em uma revista Exame, também de 99, saiu um artigo um pouco mais extenso e grave alertando sobre os perigos deste produto, e das implicações que as poderosas multinacionais americanas estavam sofrendo no próprio país por colocar no mercado produtos comparáveis ao cigarro em termos de periculosidade! (Mas que gera mais de 8 bilhões de dólares). Curioso é que a repercussão no Brasil é escassa. Na França uma revista de informação – “L’Ere Nouvelle” – ganhou uma ação contra o sindicato dos produtores de margarina local, que a havia processado por publicar o artigo “A margarina e o Câncer”.
Resumidamente, a margarina, pode estar relacionado a disfunções imunológicas, danos em fígado, pulmão, órgãos reprodutivos, distúrbios digestivos, diminuição na capacidade de aprendizado e crescimento, problemas de peso, aumento no risco de câncer, e principalmente: transtornos do metabolismo do colesterol, incremento de ateroesclerose e doenças cardíacas. A margarina promove o que ela se propõe a tratar!
Não há dúvida: não há nada mais saudável que a boa e velha manteiga, que acompanha a humanidade há dezenas de séculos, pode ser feita artesanalmente no ambiente familiar, e só foi considerada nociva e politicamente incorreta após a revolução industrial, que também aqui conseguiu deformar nosso entendimento de saúde e bom senso.
Tradução de Dr. José Carlos B. Peixoto
A PERFEIÇÃO HUMANA DA CANOLA • 6 de agosto de 2010
A planta que Deus não criou
A canola é mais uma destas histórias atuais, que mostram como a ciência, afastada do comum das pessoas, se torna cúmplice de atitudes públicas, que podem ser perigosas para a saúde coletiva ou atenuar muitas dúvidas sobre produtos que se vestem com a roupagem de serem inquestionavelmente salutares.
Em primeiro lugar, é preciso estabelecer a seguinte questão: o que é canola, que, afinal, nem constava em enciclopédias (Comptons e Encarta de 96, Barsa 99)? Vejam só: Canola é um novo nome para a Colza. Colza? Novo nome? O que é isto afinal? Bem, a Colza é uma planta do gênero brassica. As brassicas incluem um grande grupo de espécies, entre elas variadas espécies de mostardas, a colza, o repolho, o brócolis entre outras.
O óleo de colza foi utilizado como substrato de óleo lubrificante, sabões e combustível, e até para a fabricação de inseticidas, (como outros óleos aproveitáveis pela indústria). No entanto o óleo de colza não poderia ser utilizado para alimentação humana pois tem qualidades tóxicas que são proporcionadas pela alta quantidade de ácido erúcico (e de glucosinalatos) que contém. O ácido erúcico é associado a distúrbios que afetam o coração.
No entanto, o fato de ter alto percentual de ácidos graxos monoinsaturados, e frente à onda de preocupação com as baixas taxas de ômega-3 na alimentação industrializada da sociedade atual, a possibilidade de se produzir e comercializar um óleo que pudesse ter o rótulo de saudável, naturalmente era tudo que as indústrias queriam. O óleo de oliva tem esses predicados, mas os bons óleos de oliva costumam ser caros para o consumidor.
A palavra Canola, é um acrônimo de CANadian Oil Low Acid (Óleo canadense com baixo teor de ácido, no caso ácido erúcico). Foi desenvolvido por plantadores canadenses, com pesquisas de aprimoramento genético convencional, e o padrão da semente, com no máximo 2% de ácido erúcico, foi desenvolvida em pesquisas da Universidade de Manitoba (Canadá). Esse nome foi patenteado pela associação de cultivadores canadense, o que valeu até 1999, quando passou a ser uma denominação genérica da variante brassica que atendesse as especificações sobre teor de ácido erúcico e outros componentes.
Mas como a canola ganha o mercado? Em meados da década de 80 vários estudos pareciam colidir com o conceito até então difundido de que os óleos poliinsaturados eram bons para a saúde, como a própria Associação Americana do Coração vinha divulgando. As indústrias ligadas à produção alimentar estariam entrando em situação bastante difícil. Retornar ao uso de gorduras tradicionais possivelmente não seria uma boa solução. Aí entram em cena a criatividade comercial em busca de um óleo rico em ácidos graxos monoinsaturados. A variante canadense têm alto teor de monoinsaturados e pode ser comparada com o azeite (óleo de oliva). Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva é uma boa estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, (embora a canola seja mais caro do que os outros óleos). Bom negócio, enfim. A indústria foi profícua em utilizar a preocupação com as pessoas em ter uma dieta saudável e a valorização da dieta estilo mediterrâneo que teria como maior virtude a presença de ômega-3, substância que também existe em boa quantidade no óleo de canola. Obviamente, os povos do mediterrâneo consomem mesmo é azeite (de oliva).
Bem, se você queria apenas utilizar alimentos que fossem benéficos para a saúde e ao mesmo tempo isento de controvérsias, talvez não fosse uma boa idéia escolher o óleo de canola. Esse produto aparece entre os profissionais de saúde como uma solução quase miraculosa como oferenda de boa saúde especialmente para o coração como um substituto de um produto tradicional como o azeite, e isento de quaisquer outros problemas que poderiam ser relacionados a outros óleos vegetais comuns na culinária e na indústria de alimentos. Porém há estudos que mostram que o excesso de consumo de gordura monoinsaturada pode também trazer problemas. É importante não se esquecer de ter em mente o contexto da tradição alimentar mediterrânea, e todos os outros aspectos de seu estilo de vida.
Mas o seu processo de produção também expõe as sementes a altas pressões e temperaturas, processo que pode gerar um percentual expressivo de gorduras tipo trans. Isso também acontecer durante a fase de desodorização do produto. Vão se oxidar em fritura como qualquer outro óleo. (Há textos na internet que relacionam uma série de problemas, mas boa parte desses artigos carecem de bons substratos de pesquisa).
Uma outra questão importante sobre a canola diz respeito ao tema transgênicos. Existem bons motivos para acreditarmos que essa preocupação não é um falso alarme. A Monsanto Canadense produz variações geneticamente modificadas de canola. Essa variante parece que facilmente contamina campos de canola convencional. Estimativas conservadoras indicavam que 65% da plantação de canola no Canadá seja transgênica. Um exemplo de problema que isso pode trazer para um agricultor pode ser visto na página de Percy Schmeiser e suas ações contra a Monsanto.
Outra questão muito mencionada em diversos artigos sobre a canola, incluindo os textos da Fundação Weston A Price, seria sobre os rumores de que a primeira liberação das novas sementes de colza pesquisadas no Canadá, teria sido auxiliada por um gasto do próprio governo do Canadá para sua regularização junto ao FDA americano. Esse órgão de controle deveria dar o certificado de GRAS (certificação de segurança para consumo alimentar) para a semente pudesse ser comercializada em território americano. (Especula-se em algo como 50 milhões de dólares). Se isso é verdade não saberemos ao certo. Mas como, infelizmente, temos motivos de sobra para desconfiarmos das ações dos grandes interesses comerciais, essa névoa dificilmente será esclarecida.
Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. Mas o pior é que não podemos contar com os meios de informação, que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.
O tema canola nos dá uma forte sensação de que sabemos apenas uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!
José Carlos Brasil Peixoto – médico
Referências e observações:
(Efetivamente o agente mostarda é obtida de um espécie de brassica, mas não faz parte da espécie que foi modificada para a produção do agente mostarda, gás letal usado na Guerra.)
O tema canola parece ser abordado com bastante lucidez na página: www.westonaprice.org/knowyourfats/canola.html
Há muitos artigos na internet sobre o tema. Infelizmente alguns links utilizados anteriormente não foram mais encontrados. Em todo o caso vale a pena olhar:
www.tetrahedron.org (The truth about canola oil);
www.shirleys-wellness-cafe.com/canola.htm parece estar sempre atualizado;
www.percyschmeiser.com/ (sobre as ações desse agricultor contra a Monsanto canadense);
www.dldewey.com/hydroil.htm (muita informação sobre gorduras vegetais e óleos comestíveis);
(sites em inglês).
Aspargos para o câncer • 30 de julho de 2010
Publicado na revista Notícias sobre o Câncer, dic. 1979
Sou bioquímico e me especializei na dieta e saúde durante 50 anos.
Faz vários anos, eu soube do descobrimento de Richard R.Vensal, D.D.S. que os aspargos podem curar o câncer.
Desde então, trabalhei com os aspargos neste projeto e acumulamos um número de casos favoráveis.
Estes são alguns dos exemplos:
Caso No. 1
Um homem com a desesperadora enfermidade de Hodgkins (câncer das glândulas linfáticas). No ano do início da terapia dos aspargos os médicos não podiam detectar nenhum sinal de câncer e este homem voltou a praticar exercícios etenuantes.
Caso No. 2
Um comerciante de êxito de 68 anos, sofria de câncer da bexiga desde 16 anos. Depois de anos de tratamentos médicos que incluiam seções de radioterapia sem obter nenhuma melhora, optou pelos aspargos. Em 3 meses os exames revelaram que o tumor da bexiga já havia desaparecido e os rins estavam normais!
Caso No. 3
Um homem tinha câncer no pulmão. Em 5 de Março de 1971 lhe operaram e encontraram o câncer do pulmão que já estava em estado avançado e onde não se podia mais operar. O cirurgião fechou e declarou o caso como incurável. Em 5 de Abril o paciente soube da terapia dos aspargos e imediatamente iniciou seu uso. Em Agosto os raios X revelaram que todos os sinais do câncer haviam desaparecido. Ele já voltou em sua rotina comercial. Comparemos com testemunhas de câncer de pulmão curados ou melhorados graças ao óleo de linhaça e a ricota com a dieta da Dra. Johanna Budwig.
Caso No. 4
Uma mulher que por anos teve problemas de câncer de pele. Já no final, havia desenvolvido diferentes cânceres de pele diagnosticados como avançados por um especialista de pele. Aos 3 meses de tratamento com os aspargos, disse ao dermatologista que já apresentava uma pele sem lesões cutâneas. A mulher informou que a terapia dos aspargos também lhe havia curado uma doença dos rins que possuia desde 1949. Havia sofrido10 operações para retirada de cálculos renais, e recebia do governo, indenizações por causa de seu estado inoperável, terminal. Ela reconhecia inteiramente que a cura se devia aos aspargos.. Este resultado não me surpreendeu!
O Estudo :“Os elementos de matéria médica”, editado em 1854 por um professor da Universidade da Pensilvania declara que os aspargos eram utilizados como remédio popular para os cálculos renais. Este professor em 1739 referiu-se a experimentos do poder dos aspargos para dissolver cálculos.
Existem outros casos, mas a medicina alopática impede que se obtenha os registros. Peço aos leitores, divulgar estas boas notícias e nos ajudar a colecionar um grande número de casos que convençam os médicos cépticos sobre este remédio natural e incrivelmente simples.
Para o tratamento os aspargos devem ser cozidos antes de consumí-los sendo que os aspargos enlatados são tão bons quanto os aspargos frescos. Simplesmente temos que ter cuidado com a marca que se usa, assegurando-se que contenham o mínimo possível de pesticidas e conservantes.
Procedimento
Coloque os aspargos cozidos em um liquidificador e façam um purê, e conserve-o no refrigerador.
Dê ao paciente, 4 colheres cheias por dia, de manhã e de noite. Normalmente os pacientes obterão reações positivas entre 2 a 4 semanas.
Pode-se também diluir em água e tomar como uma bebida fria ou quente.
A dose sugerida, se baseia em experiências feitas anteriormente, mas é claro que doses maiores não causarão nenhum dano, sendo que em alguns casos pode até ser necessário.
Como bioquímico estou convencido do velho ditado: “Aquilo que cura, pode também prevenir”.
Baseando-nos nesta teoria, minha esposa e eu temos usado o purê de aspargos como bebida das comidas. Tomamos 2 colheres diluídas em água, de acordo com o gosto, com o café da manhã e na janta.. Eu gosto de tomar quente e minha esposa prefere fria.
Por anos temos adotado o costume de examinarnos o sangue. A última vez que fizemos, o exame mostrou melhoras substanciais em todos os aspectos com relação ao exame anterior.
Pelo estudo que fizemos, de forma extensiva em todos os aspectos do câncer, e suas curas propostas, convenceu-me que os aspargos representam a melhor opção para a cura do câncer.
Os aspargos contêm uma boa quantidade de proteína chamada Histones que ativam o controle do crescimento das células.
Por essa razão creio que os aspargos contêm uma substância normalizadora do crescimento celular.
Isto explica a ação sobre o câncer bem como um tônico corporal.
De qualquer forma, os aspargos utilizados como sugiro, é uma substância inócua.
O FDA não pode impedir seu uso , pois faz muito bem. O Sr.Leonard (leonardleonard1 en earthlink.net ) complementa:
“Há notícias várias sobre a recuperação tanto por consumir aspargos crus como cozidos. Houston notificou que ‘o suco cru ou líquido’ pode ser uma opção mais efetiva” (citado en Hess, 1999, Pág. 138) “Se eu tivesse câncer eu comeria tantos aspargos como eu pudesse: cozidos (de preferência ao vapor) crus, sólidos ou líquidos.”
Os aspargos estão repletos de nutrientes baixos em calorias, sódio e colesterol.
São uma excelente fonte de ácido fólico , de vitamina C, tiamina, e vitamina B6.
Os aspargos não contêm gordura nem colesterol.
São uma fonte importante de potássio e outros micro-nutrientes.
De acordo com o Instituto Nacional de câncer, o aspargo é um alimento de mais elevada taxa de glutathione, um dos inimigos mais poderosos contra o câncer citado como “o mais potente anticancerígeno e antioxidante”
Ademais os aspargos contêm grau elevado de rutín , que fortalece os vasos sanguíneos.
VIVA MAIS E MELHOR … • 23 de julho de 2010
Dra. Giselle Barros
A Longevidade é um fato consumado.
As projeções do IBGE apontam para um universo de 64 milhões de sexagenários no Brasil em 2050, ou 24,66% da população.
A questão agora não é apenas viver mais, mas sim viver mais e melhor, considerando de forma integrada os aspectos físico e mental.
O conceito de saúde merece uma contextualização muito mais profunda e universal do que simplesmente ausência de doenças. Saúde é um estado ótimo onde suas capacidades, sentidos e metabolismo se encontram em um nível máximo de atividade, independente da idade que você tenha. O corpo e a mente devem estar harmonizados em seu máximo potencial.
Na trajetória normal da vida temos a infância, a juventude, a maturidade e a velhice. Na velhice colheremos os frutos plantados nas etapas anteriores e o aumento da expectativa de vida nos leva, não apenas, a reinventar a velhice, mas também a repensar em todas as escolhas feitas anteriormente.
O ser humano atinge sua excelência metabólica por volta dos 25 anos de idade. É nesta fase que sua capacidade ventilatória cardiovascular, força muscular e outras habilidades físicas estão no apogeu.
Em torno da terceira década de vida as taxas hormonais começam a diminuir iniciando o declínio dessa capacidade funcional, é como se o corpo acionasse um “ botão” de autodestruição gradual e programada. O metabolismo desacelera, o apetite sexual diminui, músculos perdem o tônus, ossos se desmineralizam, o sistema imunológico perde eficácia aumentando o risco de doenças, diminui a síntese de proteínas reduzindo o processo de renovação e reparo celular, os processos inflamatórios sub-clínicos se agravam aumentando o risco cardiovascular além, inclusive, de dificultar a perda de peso.
A ciência moderna é detentora de sólidos conhecimentos que nos permitem afirmar com total segurança e clareza que os hormônios não caem porque nós envelhecemos, e sim, nós envelhecemos porque os nossos hormônios caem.
Mais significativo do que aumentar o ciclo vital é o fato de que o bem estar e a própria aparência mais jovem podem ser prolongados por muito mais tempo.
Os avanços científicos e tecnológicos permitem que a medicina tenha recursos, seguros e cientificamente comprovados, capazes de atrasar o relógio biológico humano, permitindo que o indivíduo envelheça de forma diferente e saudável.
Os novos conceitos da modulação hormonal masculina e feminina, a revolução dos hormônios bioidênticos, a normalização do metabolismo com consequente prevenção de doenças e a melhoria na qualidade de vida, fazem da medicina antienvelhecimento (medicina preventiva, ação de saúde elencada como número um dentro dos preceitos da Organização Mundial de Saúde) uma segura e eficaz aliada na busca de uma longevidade saudável.
Dentro deste contexto, não se pode esquecer a importância da prática regular e moderada de exercícios físicos; alimentação correta e balanceada; qualidade do sono (no mínimo quatro horas em sono Rem 2, sono profundo, independente da quantidade total de horas dormidas), ingestão adequada de água além do controle do estresse. Aliás, a perda de peso ou o combate a obesidade, pauta constante na mídia, passa pela necessidade de um equilíbrio metabólico para que a redução da ingestão de calorias e a atividade física obtenham o êxito procurado.
É preciso, urgentemente, quebrar paradigmas para que se consiga perceber que já podemos usufruir da experiência de vida, envelhecendo de forma diferente e melhor.
OS SEGREDOS DA PRODUÇÃO DA VITAMINA D • 16 de julho de 2010
Artigo de John Cannell, MD
Trad.: José Carlos Brasil Peixoto
Você viu os recentes artigos sobre a vitamina D na Newsweek e no Boston Globe? A manchete do artigo da Newsweek era: “Estão os americanos morrendo por falta da vitamina D?” E por que toda essa agitação sobre a vitamina D?
Todos nós sabemos que a vitamina D (colecalciferol) é crucial para sua saúde. Mas a vitamina D é realmente uma vitamina? Está presente nas comidas que os humanos normalmente consomem? Embora exista em algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D não está em nossas dietas a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar, como o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse direto em sua boca.
Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?
Diferentemente de qualquer outra vitamina, a vitamina D é realmente um pré-hormônio. O seu corpo é a única fonte do potente hormônio esteróide chamado calcitriol. Como isso naturalmente acontece? Primeiro, sua pele produz vitamina D quando a luz solar atinge uma molécula de pré-colesterol. Então seu fígado converte a vitamina D na forma de armazenamento chamado calcidiol (25-hidroxi vitamina D). O corpo armazena o calcidiol no sangue e na gordura para uso posterior.
(Seu médico pode medir o calcidiol com um exame de sangue para descobrir se você apresenta deficiência de vitamina D. Os níveis ideais de calcidiol [25-hidroxi vitamina D] estão entre 35-65 ng/ml [87-162 nm/L], ao longo do ano.)
Se você tiver suficiente calcidiol em seu sangue, então as “coisas realmente acontecem”. Um pouco de calcidiol vai para os rins para ajudar a manter os níveis de cálcio no sangue, mas o mais importante acontece nos seus tecidos. Os tecidos por toda parte do seu corpo convertem calcidiol em calcitriol. O calcitriol, ou vitamina D ativa, é o hormônio esteróide mais potente do corpo humano. É ativo em quantidades medidas em pico gramas ou 1/1.000.000.000.000 de um grama.
Como todos os hormônios esteróides, o calcitriol funciona ligando seus genes. Isto é, em centenas de tecidos por todo o seu corpo, o calcitriol expõe seu genoma! Ele dá o sinal para seus genes produzirem centenas de enzimas e proteínas cruciais para manter a saúde e lutar contra doenças.
Obtendo Sua Porção de Vitamina D
Tudo isso acontece, só se você conseguir suficiente vitamina D a partir dos raios do sol ou de suplementos. Se você é um dos que evitam totalmente o sol, pesquisas recentes indicam que você precisa mais ou menos 4.000 unidades de vitamina D em um dia! Então você não vai conseguir suficiente vitamina D a partir do leite (a menos que você beba 40 copos por dia) ou de um multi-vitamínico (a menos que você ingira mais ou menos 10 tabletes por dia), aliás, nada disso é recomendado.
Se você não conseguir a vitamina D do modo como a Mãe Natureza pretendeu, a partir do raio do sol, você precisa tomar suplementos de vitamina D. Muitos de nós conseguimos muito mais vitamina D dos raios solares do que nós imaginamos, mas a maioria tem uma necessidade de mais ou menos 2.000 unidades extras por dia. Cada vez mais a Internet e lojas de suplementos alimentares e de saúde vendem vitamina D.
Tenha certeza de que a vitamina D que você compra é puro colecalciferol. Não compre uma preparação adicionada com vitamina A. Apenas puro colecalciferol.
Muitas das doenças de civilização moderna – câncer, doença de coração, diabete, hipertensão, doença periodental, depressão e até obesidade – estão agora claramente associados com a deficiência de vitamina D. Mas uma associação não é o mesmo que uma relação de causa e efeito. A deficiência de vitamina D causa muitos casos dessas doenças da civilização moderna? Nós apenas não sabemos. Nós precisamos dos Institutos Nacionais de Saúde para financiar mais pesquisa em vitamina D. Até agora, porém, eles recusaram.
Se você quiser entender a vitamina D, você precisa reconhecer três fatos que tem sido geralmente ignorado por quase todos exceto alguns cientistas da vitamina D. Aldous Huxley uma vez disse, “Fatos não deixam de existir, apenas porque eles são ignorados.” Dois destes fatos ignorados são questões simples e um terceiro é mais complexo.
O Hormônio Esteróide
O primeiro fato que você já conhece. A forma ativa de vitamina D é um hormônio esteróide, e o mais potente no corpo. Os hormônios esteróides funcionam por “desmascarar” o genoma. Isto é, eles habilitam a produção de proteínas e enzimas pelo seu equipamento genético, a essência da vida. Então a forma ativa de vitamina D age habilitando a expressão genética de proteínas e enzimas cruciais para a saúde em centenas de tecidos por todo o corpo. Este fato explica por que a deficiência de vitamina D é envolvida em tantas doenças diferentes.
O segundo fato mudou minha vida. Fez-me perguntar por quê? O fato é o seguinte: A maioria de nós produz mais ou menos 20.000 unidades de vitamina D após mais ou menos 20 minutos de sol de verão. (Para a maioria dos tipos de pele, um mínimo eritema por todo o corpo [vermelhidão leve] produzido pela luz de raios UVB resulta na produção de cerca de 20.000 unidades de colecalciferol.) Isto é mais ou menos 100 vezes mais vitamina D do que o governo diz que você precisa diariamente.
Pergunte a si mesmo: por quê? Por que os seres humanos fariam tanta vitamina D, com tanta rapidez? Eu pensei sobre isto, estudei livros de ensino, pesquisei na literatura médica, perguntei a todos os peritos, e dediquei o resto de minha vida profissional a fazer outras pessoas se perguntarem “por quê?” Por que nós teríamos um sistema hormonal esteróide que faz tanto substrato com tanta rapidez?
A única resposta que qualquer um pode apresentar é: “Provavelmente seja por uma boa razão.” A ciência não sabe por que. Os biólogos sabem que a natureza não projeta sistemas tão complexos quanto o sistema hormonal esteróide da vitamina D sem alguma razão. A ciência médica simplesmente não sabe por que nós temos a capacidade para produzir tanta vitamina D tão depressa.
Se você pensar sobre isso por um tempo razoável, você também concluirá que é provavelmente para uma boa razão. Embora nós não saibamos por que, alguns cientistas têm tentado descobrir por que, e perdem o fôlego nas explosivas possíveis implicações.
Este segundo fato também diz a você algo sobre a condição humana normal – e o atual desvio de conduta. Antes de nós começarmos a viver em edifícios e carros, vestindo roupas protetoras contra o sol e besuntando em bloqueadores solares, nós lavrávamos e caçamos. E antes disso, nós procurávamos por alimentos, desnudos sob o sol subequatorial africano por mais de um milhão de anos.
Quanta vitamina D nós obtínhamos então? Muita.
Nós começamos a movermos para os interiores durante a revolução industrial e agora o movimento está quase completo. Alguns de nós ficamos por dias, semanas, ou até meses sem deixar que um único raio de sol atinja nossa pele e produza vitamina D. Se nós formos ao sol, nossos dermatologistas nos repreendem. Tanto faz se é bom ou ruim, esta forma de existência é aberrante para a espécie. A “moderna” evitação ao sol é um erro de conduta para o homo sapiens.
Uma vez que nós produzimos mais ou menos 20.000 unidades de vitamina D com alguns minutos de raio de sol (talvez 10.000 unidades após nossa pele ficar bronzeada), foi assim que o ser humano fez para ter muita vitamina D a cada dia, até muito recentemente. Agora, a maior parte de nós obtém muito pouco. Isto é simplesmente um desvio.
Controlando Natureza?
O terceiro fato é mais complexo e tem a ver com a regulação singular do sistema hormonal esteróide da vitamina D. Os hormônios esteróides são moléculas fabricadas a partir do colesterol que atuam agindo sobre um receptor no genoma. Os sistemas hormonais esteróides são firmemente regulados pelo organismo. Quando os níveis estão muito baixos, o corpo fabrica mais hormônios. Quando aqueles níveis estão muito altos, o corpo produz menos. Mas não com a vitamina D.
Primeiramente, diferente de outros sistemas esteróides, o sistema da vitamina D necessita de ambos, colesterol e luz solar para iniciar. O corpo não tem nenhuma maneira de obter vitamina D a menos que você entre em contato com o sol ou tome suplementos. Lembre, diferentemente de todos os outros hormônios esteróides, o corpo não pode fabricar sua própria vitamina D a partir do colesterol. Ele necessita de raios de sol também.
Claro, até mais ou menos 300 anos atrás, os humanos sempre tiveram muitos raios solares.
Lembre, a ação real está nos tecidos. O sistema de vitamina D autócrino (para a própria célula) e parácrino (para as células vizinhas) parecem estarem ligados a pleno o tempo todo. (Em termos científicos, a constante de Michaelis Menton nunca é alcançada plenamente até que ocorra o pleno equilíbrio das taxas de concentração dos substratos fisiológicos de ambas, a produção de calcidiol do fígado e da produção de calcitriol dos tecidos.)
O sistema direto de retroalimentação negativa (direct negative feedback) não parece estar operando em níveis fisiológicos para ambas as produções de calcidiol no fígado e calcitriol nos tecidos. Isso implica que os níveis nos tecidos podem estar cronicamente esvaziados nos humanos modernos. Além disso, nós não temos nenhum método fácil de saber se nós estamos depletados, uma vez que isso se tornou um estado humano padrão.
Se a produção de tecido de calcitriol está ligada a pleno, o tempo todo, o que previne a toxicidade da vitamina D nos humanos que vivem sob o sol? Primeiro muito da vitamina D que você produz é excretado pela bílis. O mesmo pode ser verdade para muito do calcidiol que seu fígado produz. Além disso, existem numerosos outros metabólitos da vitamina D. Então, apenas mais ou menos 1/1000 de seu calcidiol é transformado em calcitriol. Dito isso, a produção nos tecidos de calcitriol está ainda correndo a pleno sob concentrações normais do substrato calcidiol.
Então o que limita a quantia de calcitriol nos tecidos? A pele.
Depois de você produzir mais ou menos 20.000 unidades, os raios de sol começam a destruir vitamina D na pele. Em outras palavras, a mesma luz solar que produz vitamina D é a primeira a iniciar o seu processo de degradação. A produção equivale à destruição.
Como a produção de calcitriol nos tecidos e a criação de calcidiol no fígado sempre funcionam abaixo de sua capacidade bioquímica, isso significa que o processo limitador das taxas do hormônio esteróide mais potente do corpo humano parece recair sobre a pele. De certo modo, isso recai sobre seu comportamento, sua escolha em andar ao sol – ou não. Isto é biologicamente inigualável para qualquer um de todos os hormônios esteróides.
Este complexo terceiro conjunto de fatores fortemente implica numa severa deficiência difundida entre os seres humanos modernos. Quando os sistemas de hormônio de esteróide são ligados a pleno, sem desligamento periódico, isto normalmente significa que o corpo está sempre pedindo por mais! Uma vez que poucos de nós vivemos desnudos sob o sol, nossos sistemas de vitamina D estão secos, nossos tanques de calcidiol estão sempre com o ponteiro na reserva, nossos tecidos estão famintos por mais desse hormônio esteróide, o mais potente do corpo, e, talvez por isso, as doenças de nossa civilização estejam cada vez mais disseminadas.
É por isso toda essa estapafúrdia sobre o assunto…
Saiba mais sobre o assunto no site:
http://www.vitamindcouncil.org
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